terça-feira, 17 de março de 2009

Planejamento e Conteúdo de Artes



CEAN – CENTRO DE ENSINO MÉDIO ASA NORTE
CÓDIGOS E LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS

PROFESSOR: José Edson dos Santos

DISCIPLINA: ARTES

SÉRIE: 3ºs TURMAs: A B C D E e F

: Matutino ( 1º Bimestre )


COMPETÊNCIAS /HABILIDADES /PROCEDIMENTOS

●Conhecer os modos de produções artísticas , visuais e audiovisuais, analisando, refletindo e compreendendo diferentes materiais, suportes, tecnologias, procedimentos e elementos que caracterizam as artes como linguagem, analisando e refletindo suas interações e articulações na produção artística, individual e coletiva.●Compreender a produção artística como modo de elaborar e expressar idéias ou emoções e experiências vividas e sentidas, no processo de criação de arte individual e coletiva● Produzir e discorrer sobre temas atuais da realidade e do cotidiano.● Reconhecer o conteúdo objetivo do PAS, bem como o conteúdo expressivo individual e subjetivo da obra, contextualizando tanto em suas produções de arte como no dos artistas estudados.● Entender e utilizar con-ceitos das linguagens artísticas e as diferentes funções da arte na sociedade.● Produzindo nas diferentes línguagens artísticas a partir de temas propostos (mulher, meio ambiente,,,), discutindo e analisando.● Pesquisando, conhecendo, analisando a história da arte, relacionando-a às manifestações de produção da arte nacional● Discorrendo sobre os contextos dos métodos, processos e estilos desses artistas.● organizando exposição e/ou apresentaçao teatral no final do bimestre.


CONTEÚDO DO BIMESTRE
● Expressionismo
● Cubismo
● Futurismo
● Dadaísmo

● Surrealismo

● Teatro da Crueldade

AVALIAÇÃO

● Avaliação Bimestral dos Conteúdos Teóricos ....3,0 pts.

● Trabalhos práticos desenvolvidos no bimestre 3,0 pts.

● Visualidade do Conteúdo em Power Point/Moviemaker (em grupo) 2,0 pts.

● Glossário de termos artísticos e Exercícios 2,0 pts.

Atividades de Artes 3ºs ABCDEF/CEAN Matutino

Nosferatu(Filme de Murnau)



















O Abandono (Gravura de Oswaldo Goeldi)









A Batalha (Kandinski)
Formar duplas. Depois da leitura do texto O Expressionismo na Arte, discutir os questionamentos 1, 2 e 3 para escrever o ponto de vista da dupla sobre eles.
1) Em qualquer linguagem que trabalhe, um artista deve evoluir para mudar sua forma de expressão.

2) Um artista deve manter-se sempre o mesmo, fiel ao caminho que encontrou para expressar sua arte.

3) O papel da arte é reproduzir a realidade tal qual ela é?

4) Fazer a leitura das imagens: Nosferatu (Filme de Murnau), A Batalha (Pintura abstrata de Kandinski) e O Abandono (Gravura de Oswaldo Goeldi).
Glossário do Bimestre:
1) Abstracionismo
2) Construtivismo
3) Estética Marxista
4) Psicanálise Freudiana
5) Realismo Socialista
6) Teatro da Crueldade






Teatro e Cinema Expressionista







Imagens: O Grito (quadro de Edvar Munch); O Vampiro de Dusseldorf(1931), Filme de Fritz Lang: O Gabinete do Dr. Caligari, filme de R. Wiener e Cena da peça O Homem-Massa, de Ernst Toller

O Expressionismo no Teatro é importante assinalar os nomes de Reinhard J. Sorge, Carl Sternheim, Ernst Toller ( O Homem-massa estréia em 1921), Georg Kaiser, Frank Wedekind ( O Despertar da Primavera, A Caixa de Pandora). O Teatro expressionista é antiibseniano, porque quer ser anti-realista; dispensa a imitação da fala coloquial e dos ambientes familiares no palco; fala em estilo poético ou declamatório e prefere cenários fantásticos, que já não são mero fundo da ação teatral, mas participam dela como se fossem personagens mudos.
Tudo isso não está, porém, a serviço de um teatro poético, mas de propaganda de idéias: em vez do individualismo quase anarquista de Ibsen, o Socialismo e o Comunismo; em vez do ceptismo ibseniano, uma religiosidade livre, mas esperançosa; em vez do feminismo de Ibsen, a luta dos sexos e das gerações, o homem defendendo-se das mulheres e os filhos em revolta contra os pais, atitudes apoiadas em teorias psicanalíticas. É um teatro revolucionário e, ao mesmo tempo, fantástico.
O criador do teatro expressionista foi o sueco Strindberg, que depois de uma fase de naturalismo extremado caiu no extremo oposto, de teatro simbólico-religioso. Sua influência, pouco sensível na França e na Inglaterra, foi grande na Rússia e nos E.U.A., mas sobretudo na Alemanha. Ali já tinha, independente do sueco, o ator Wedekind criado um teatro pré-expressionista, com a luta dos sexos como tema principal e com a característica interpretação fantástica de ambientes aparentemente reais. Depois de 1918, o Expressionismo conquistou o teatro alemão. Suas figuras principais são Georg Kaiser (1878-1945), de inesgotável força inventiva, mestre de sutil construção dialética, e o revolucionário Ernest Toller (1893-1939); Sorge (1892-1916), vítima da guerra, escreveu duas peças religiosa à maneira do último Strindberg. Unrush (n.1885) e Hasenclever (1890-1941) atacaram a velha geração e o militarismo. Já é pós-expressionista Zuckmayer (n.1896), de um alegre radicalismo político. Na Dinamarca, Kaj Munk (1898-1944) combinou pietismo religioso e veemente tendência anti-racista e antiditatorial. Um centro do Expressionismo fantástico no teatro é a Bélgica: Ghelderode (n.1898) em língua francesa; Herning Hensen (n.1917) em língua flamenga. Na Irlanda, onde Lady Gregory tinha fundado o Abbey Theatre de Dublin como centro de cultura dramática nacional, o grande representante do Expressionismo é O'Casey (n.1884).

No Cinema, os filmes expressionistas vão trazer à tona esse mundo que se tornou tão permeável, que a todo momento parecem brotar, ao mesmo tempo, o espírito, a visão e os fantasmas; sem cessar, fatos exteriores se transformam em elementos interiores e incidentes psíquicos são exteriorizados: "resta-nos falar da fonte inesgotável de efeitos poéticos na Alemanha: o terror, as almas de outro mundo e os feiticeiros agradam tanto ao povo quanto aos homens esclarecidos". (Madame de Stael) Alguns diretores do cinema expressionista: Fritz Lang ( Metrópolis, A Morte Cansada, O Vampiro de Dusseldorf, O Testamento do Dr. Mabuse, Os Espiões, Os Nibelungos I e II); Robert Wiene (O Gabinete do Dr. Galigari, Genuine, A Tragédia do Gólgota); F. W. Murnau (Nosfertu, Fausto, Terra em ChamasFantasma, O Último Homem, Tartufo); Paul Wegener e Henrik Galeen ( O Golem); Stellan Rye ( O Estudante de Praga); Pabst (A Caixa de Pandora); Luper Pick ( A Noite de São Silvestre); Hans Kobe ( Torgus). O universo expressionista no teatro e no cinema - assegurar expressividade máxima, atingir diretamente o público, fazer de cada elemento cênico, do ator, do cenário, da luz e da música, um "elemento de choque", um elemento "que age", portador do "grito da alma", eis o que povoa o universo expressionista no teatro e no cinema. Uma reação violenta contra o realismo e o naturalismo, contra as aparências da realidade material, buscando "desnaturalizar a cena", desembaraçar a cena de todo caráter descritivo, de toda imitação realista para exprimir aí "a essência do drama", pelo jogo antinaturalista do ator, o simbolismo do objeto, da linha, da cor e da iluminação cênica. Permitir ao espectador, não captar o lugar de uma ação, seu quadro, mas o "acontecimento", a realidade profunda do drama.

Algumas características da linguagem expressionista: A nostalgia do claro-escuro (a cena será mantida ora na penumbra, ora riscada por feixes luminosos, ora animada por violentos contrastes, modificando-se as cores) e das sombras (projetar sombras sobrenaturais e aumentar a tensão patética), reflexos em espelhos deformantes, distorções, a luz e a escuridão desempenham o papel do ritmo e a cadência da música, a cor é uma tonalidade afetiva, pesada ou leve, triste e doce, mística e clara. Escadas, corredores escuros e desertos, redução do espaço cênico ao essencial, jogar fora tudo que é decorativo, cenas que trabalhem com o "vazio", espaço dinâmico, espaço rítmico, o cenário deve jogar "com", o corpo do ator constrói o cenário. Linguagem entrecortada, estilo telegráfico; frases curtas; exclamações breves; ampliação do sentido metafísico da palavra; expressões vagas; linguagem carregada de símbolos e metáforas; ligeira hesitação antes de pronunciar uma palavra; ênfase à "musicalidade da palavra", independente de seu valor lógico e gramatical. O ator expressionista representa fisicamente. O corpo humano, forma e volume, adapta-se ao estado de alma, tornando-se sua tradução plástica. Não se trata mais de encarnar este ou aquele personagem, de revelar situações, mas de traduzir estados de alma, de sublinhar as características fundamentais dos personagens e dos momentos essenciais da ação. Uma arte não de encarnação, mas de revelação. Movimentos abruptos e ásperos; interrupção do movimento em pleno curso; distância dos modos naturalistas - "que o ator ouse estender o braço de maneira grandiosa e coloque todo seu enlevo declamatório numa frase, com decerto jamais faria na vida cotidiana; que não seja de forma nenhuma imitador". O ritmo de um grande gesto tem um caráter muito mais carregado de sentido e emoção que o comportamento natural. Movimentos entrecortados; deformação dos gestos e dos rostos; imagens impregnadas de atmosfera; gestos que não se concluem, bastando um esboço para indicar-lhe o sentido; seqüência de élans e de rupturas.
Na Música – Intensidades de emoções e distanciamento do padrão estético tradicional marca o movimento na música. A partir de 1908, o termo é usado para caracterizar a criação do compositor austríaco Arnold Schoenberg, autor do método de composição dodecafônica. Em 1912, compõe Pierrot Lunaire, que rompe definitivamente com o Romantismo. Schoenberg inova com uma música em que todos os 12 sons da escala de dó a dó têm igual valor e podem ser dispostos em qualquer ordem a critério do compositor

No quadro "O Grito" de Munch, que encontramos um grande marco do expressionismo. A deformação da figura chegou a um limite desconhecido para a época. O homem em primeiro plano, com a boca em grito e as mãos pressionadas sobre os ouvidos para não escutar o próprio grito incontido, que é também grito da natureza, reduz-se a uma mísera aparência ondulante numa paisagem de delírio. Tudo está voltado para a expressão: desenho, cor, composição. Munch diz: "ouço o grito da natureza". O expressionismo, da forma como ele se articulou dentro da história da arte moderna, aparece como o movimento mais rico e complexo. Em grande parte, podemos dizer, a arte moderna está mergulhada numa "condição expressionista", pois a maior parte dos artistas contemporâneos sentiram e sentem os temas do expressionismo como seus. Assim, podemos dizer, que o movimento expressionista, em seu conjunto não foi um movimento "formalista", mas de "conteúdos". Um movimento que integrou em si todas as expressões artísticas, nas suas mais diversas manifestações e que até hoje nos traz o eco do seu grito: o grito da alma humana.

Expressionismo nas Artes







O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930. Existiram dois grupos, porém, que entre todos os movimentos são os mais facilmente identificados com o expressionismo. São eles: A Ponte (Die Brücke'), em Dresden (1905-1913); e O Cavaleiro Azul (Der Blaue Reiter), em Munique (1911-1914). Os primeiros eram mais agressivos e politizados e seus principais representantes são Ernst Ludwig Kirchner e Emil Nolde. O Cavaleiro Azul (que mais tarde se desdobrará e parte de seus membros virá a fazer parte da Bauhaus e do advento da abstração) eram mais voltados, em um primeiro momento, à espiritualidade da obra artística e seus principais membros são Vassíli Kandínski, Paul Klee e August Macke. Além de sua forte manifestação na pintura, o expressionismo foi marcante também em outras manifestações artísticas, tais como: literatura, cinema, teatro, etc. Na literatura, há muitas obras que refletem a crise de consciência que tomou conta da sociedade antes e depois da Primeira Guerra Mundial.

EXPRESSIONISMO NO BRASIL
Em nosso país o movimento também foi importante. Podemos destacar, nas artes plásticas, os artistas expressionistas mais importantes: Candido Portinari, que mostra em suas telas a migração do povo nordestino para as grandes cidades. Outros representantes: Anita Malfatti, Lasar Segall e Osvaldo Goeldi (autor de diversas gravuras). As peças teatrais de Nélson Rodrigues apresentam significativas características do expressionismo.
Na America Latina o expressionismo manifestou-se como uma via de protesto político. No México, seus representantes mais importantes são os muralistas, como Diego Rivera.
Durante a década de 1950, o expressionismo volta a se manifestar, mas agora de uma outra maneira, na obra de artistas americanos como Jackson Pollock, dentro do que ficou conhecido por Expressionismo Abstrato. Este movimento foi criado em Nova York por pintores como Pollock, de Kooning e Rothko. Aqui os estilos eram bem variados e buscavam a liberação dos padrões estéticos que até então dominavam.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

2º B - atividade de Artes















Metamorfose de Excluídos - Nelson Screnci
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq003/arq003_02.asp

Esta obra de Nelson Screnci faz uma releitura das obras: O Caipira Picando Fumo, de Almeida Júnior e A Negra, de Tarsila do Amaral. (pesquise no site acima). Ler o texto de Jorge Coli sobre as mesmas, fazendo sua contextualização com a obra de Screnci, para fundamentar sua leitura de imagem (Profº José Edson dos Santos/ Artes/ CEAN)

"Uma comparação entre "A Negra", de Tarsila do Amaral, e o "Caipira picando fumo", de Almeida Júnior, interroga a cisão entre o "moderno" e o "acadêmico" e, por alargamento, expõe a questão epistemológica das classificações na história e na crítica das artes.
As duas telas apresentam uma evidência rara dentro da pintura brasileira. Elas possuem uma força e uma presença visual, "icônica", que parte de um "tipo" social – a negra, o caipira – para, construindo-os com os meios da pintura, impô-los como imagens.
Se esquecermos classificações e preconceitos – "moderno" de um lado, "acadêmico" de outro – descobrimos que, por trás de efeitos estilísticos mais exteriores, existe uma grande afinidade nos princípios de organização das duas telas.
Almeida Júnior – e isto não foi suficientemente assinalado até agora nos estudos consagrados ao pintor – compõe por meio de um notável sentido da geometria. Seu caipira, com os ângulos dos cotovelos, dos joelhos, bem afirmados, encontra-se instalado, de modo seguro e preciso, diante de um fundo revelando claras relações ortogonais: verticais da porta e, sobretudo, horizontais dos batentes, dos bambus que se mostram na parede de barrote, dos degraus em pau tosco que lhe servem para sentar.
Tarsila do Amaral, no início dos anos de 1920, está muito marcada pelos exemplos construtivos do cubismo, pelas lições de Gleizes, de Lhote, de Léger. Nesse momento, ela se entrega ao rigor das organizações geométricas. "A Negra" é sua grande obra do período. Por acaso ou, quem sabe, por alguma lembrança, ela dispõe seu personagem numa postura bastante próxima à do caipira: ângulos dos cotovelos, evidência dos pés, inclinação da cabeça. Como Almeida Júnior, dispõe sua figura diante de um fundo geométrico, feito de barras horizontais paralelas, num efeito não muito distante dos degraus do caipira.
Em ambos houve o cuidado com a inserção de uma oblíqua que, de modo estratégico, corta os paralelismos presentes nas duas imagens. Tarsila do Amaral introduz duas faixas verdes no canto direito, forma simplificada de uma folha de bananeira. Almeida Júnior, com uma intuição onde os milímetros contam, põe na mão de seu caboclo uma longa faca, desmedida para a função de cortar o fumo. Ela é como uma hélice fixa. Essa diagonal destaca o objeto que representa e faz a construção tomá-lo por centro.
No caipira, a diagonal indica esse centro significante. Encontra-se levemente deslocado para evitar a rigidez. Está na junção, ponto essencial e preciso, do polegar esquerdo e do indicador direito, ou melhor, das duas unhas desses dedos. Se, no outro quadro, prolongarmos a nervura central da folha de bananeira, chegaremos ao polo organizador escolhido por Tarsila do Amaral, também situado abaixo do centro geométrico: o mamilo desenhado como um pequeno círculo.
Assim, a arquitetura de cada quadro projeta, de modo ao mesmo tempo formal e cheio de sentidos, o personagem. Mais ainda, esses modos possuem um parentesco muito claro entre eles.
Há mais. O tema sentimental e paternalista da mãe preta aparecia com insistência nas artes, dos poemas de Cassiano Ricardo à escultura monumental, de telas diversas à letras de música popular. Nele, está claro, o seio que amamenta tem um papel importante. Possui ainda presença erótica, sexual. Talvez Tarsila do Amaral tenha derivado dessa recorrência, ao traçar o seio enorme de sua negra. No quadro tudo conduz para a grande forma curva e lisa, que se mostra, que se oferece, no primeiro plano, ao espectador.
O caipira de Almeida Júnior faz também avançar, para quem o contempla, a faca, tão crucial no seu conjunto de significações quando o seio de "A Negra". Essa faca é muito maior do que o preciso para picar fumo. Ela impõe-se numa latência ambivalente: instrumento pacífico ou arma de agressão. Maria Sylvia de Carvalho Franco, em seu livro clássico Homens livres na ordem escravocrata estudou a violência quotidiana, que se incorpora, silenciosa, à vida do caipira paulista. É uma análise que permite a compreensão em profundidade da quietude efêmera revestida de violência que Almeida Júnior, sem melodrama, soube captar, inserindo-a não em uma brutalidade ocasional e de exceção, mas incorporando-a ao modo de ser, no dia-a-dia, do caipira.
O seio oferto, redondo, vulnerável, opõe-se assim à faca pontiaguda, agressiva, intercalada entre personagem e espectador, barreira feita de violência implícita.
Nelson Screnci, artista fascinado pelo universo das imagens deixadas pelos grandes pintores, aceitou tentar uma fusão entre as duas telas. Ele já havia trabalhado a partir de ambas, juntado-as com tipos populares ou com princesas de Velazquez. Aqui, elas se metamorfoseiam uma na outra; os tipos "icônicos" do caipira e da negra misturam-se com elementos populares. Ele associa também a exuberância que colore a tela de Tarsila do Amaral aos tons mais vizinhos que emprega Almeida Júnior. Cada uma de suas pequenas imagens vibra numa luminosidade mais forte. Sua obra oferece pontos de convergência entre as duas telas e mostra como a visão mais fecunda é aquela que escapa aos estereótipos de conceitos como "moderno", "acadêmico" ou outros. Mais convergências são possíveis: esta mini-exposição é o convite para descobri-las".(Jorge Coli, professor de História da Arte e da Cultura na Unicamp. Texto para exposição "Obra em contexto - A Negra e o Caipira", Exposição no Centro Cultural Fiesp, av Paulista 1313, de 27 de junho a 20 de agosto de 2000.
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2º B - atividade de Artes (até 14/11/08) . Leitura de Imagens - 2,0 pts . Fazer uma pesquisa das obras abaixo relacionadas. Escolher 4 obras para fazer suas leituras de imagem.
Eros e Psique, 1793 -Antonio Canova
Danaïde, 1889 -Auguste RODIN
Os Profetas/ Os Doze Passos da Paixão, 1798/99 - Aleijadinho
A Liberdade Guiando o Povo, 1833 - Eugene DELACROIX
Tiradentes , 1826 - Pedro Américo
Mortalak e Terrace, 1826 - William TURNER
A Coroação de Napoleão, 1806 - Jacques Louis David
Sagração de Pedro I, de 1808 - Jean Baptiste DEBRET
Desastre de Guerra, 1808 - Francisco GOYA
Valentina ( Retrato ) - Vick Muniz
Sarah Bernhardt (Fotografia), 1859 - NADAR
Instituições Atléticas - Arthur Omar
A Bailarina de 14 anos - Edgar DEGAS
Um Bar no Folies-Bergère, 1882 = Eduard MANET
O Quarto, 1889 - VAN GOGH
Ensaio de Balé, 1878 - Edgar DEGAS
O Ângelus, 1859 - Jean-François MILLET
Arrufos, 1887 - Belmiro de Almeida
Pery e Cecy, 1879 - Horácio Horta
Enterro de uma Mulher Negra, 1821 - Jean Baptiste DEBRET
Mulher Tapuia, 1640 - Albert ECKOUT
Flor do Mangue - Franz KRAJBERG
A Leitora - Fragonard
Árabes de rua na área da Rua Malberry - Jacobs Riis
Alagados -Carmela Grós
De Onde Viemos?O Que Somos?P/Onde Vamos? - Paul GAUGUIN, 1887
A Rendição de Caim – obra de arte/ 1895 /-Modesto Broccos y Gomes
Metamorfose de Excluídos, 1997 – obra de arte - Nelson Screnci
O túmulo Ausência, século XX -Mausoléu - Galileo Emendabilim
Parede da Memória, 1994 – obra de arte - Rosalina Paulino
Adereços Cerimoniais – arte indígena - Tribo Karyabi do Estado de Mato Grosso
Missamóvel, 2004 - Nelson Leiner